quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ciência inexata

Fica mais um pouco que eu não quero perder aquilo que ainda não aconteceu. Deita aqui no meu peito e deixa eu te fazer um carinho; sente meus dedos nos seus cabelos, lábios, orelhas. Percebe eles dizendo que não querem que você vá? Já ensaiei uma forma de te dizer que ao meu lado é melhor do que ao das outras, mas na hora de falar as palavras fogem e escorrem para fora do meu corpo levando você junto.

Eu sei que você avisou desde o começo que na hora certa você iria embora, mas eu não quero que essa hora seja agora, nem depois, nem nunca. Eu prometi aquilo que não posso cumprir. É que seus olhos dizem pra mim que por trás de toda essa máscara existe alguém que quer ficar. Alguém que vai chegar em casa e se arrepender de todas as vezes que foi embora da minha cama e de todas aquelas que pediram para ficar um pouco mais. 

Meu coração já foi partido em milhões de pedaços assim como o seu e eu queria poder te dizer que sei a forma perfeita de consertar, juntar os caquinhos, botar para bater de novo com um espacinho reservado para me colocar dentro. É que eu sempre fui péssima nessa coisa de aplicar a teoria e cometo todos os erros na hora de tornar real aquilo que tem tudo para dar certo. Aceita meus erros e diz que isso aqui não é prova de matemática. Dois menos um pode continuar a ser dois, porque já passou sua hora e você ainda está aqui do meu lado.

5 comentários:

Camilla disse...

"Dois menos um pode continuar a ser dois, porque já passou sua hora e você ainda está aqui do meu lado."

Awn, xonei. <3

Marina disse...

a matemática é o contra-romance dos nossos amores, sempre inconveniente kkk

Léo disse...

Bonito..me identifiquei...rs.

Igor Guerra disse...

=) linda.

Paula Mata disse...

Meu irmão, mete o pé enquanto há tempo! zoa, zoa.. hahaha curti muito!

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