segunda-feira, 12 de maio de 2008

Eu não sou, eu somos.

Eu não sou, eu somos! Durante minhas filosofias do dia-a-dia cheguei a uma conclusão que muitos chegam, mas são poucos que vivem em função daquilo. A vida é uma só e por isso devemos aproveitá-la. Digo que somos, não sou, afinal, sou muitas pessoas ao mesmo tempo, não no sentido de duas caras, mas no sentido de duas almas. Sou uma para você, outra para ele, mas pelo menos uma certeza eu tenho: eu sou. Tenho muitos desejos e é do feitio de muitos parar e esperar, não do meu. Eu corro atrás, eu vou à luta. E se não der certo? Eu quebro a cara! As lágrimas me fizeram crescer, me fizeram ser o que sou, ser quem sou. Não esperes me ver por aí chorando por algo que não fiz, posso até chorar por ter feito de mais, mas sorrio por ter feito algo. Dentre todas as características dos meus eus existe uma que se adéqua a todos: eu vou em pró dos meus sonhos. Assim somos eu. Ninguém entra mais aqui, mas deu vontade de postar!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Desigualdade

As vezes paro pra pensar e preferia não ter parado. Quando a gente começa a pensar no ser humano e no caminho, rumo que ele tomou, é assustador. A gente vive todos os dias normalmente, acessamos a internet, pedimos uma pizza, ficamos com raiva quando somos parados em cada esquina por um pedinte nos pedindo alguns centavos (tá certo que muitos deles querem comprar drogas, muitos deles querem nos roubar) e agimos naturalmente.

Acontece que as vezes nós paramos pra pensar e começamos a perceber algumas coisas que não havíamos reparado. Aqueles centavos que nós negamos ao pedinte, nos é negado num supermercado, enquanto de um em um centavo o supermercado vai enriquecendo cada vez mais, o pedinte vai deixando de ganhar e empobrecendo cada vez mais. E nós? Nós continuamos a agir naturalmente.

Sabe uma coisa que me revolta? Quando eu vou há um petshop (ou algo mais furreca) e vejo aquele monte de pássaros presos esperando por um dono (na verdade o que eles esperam mesmo é liberdade) e quando esse dono chega, o leva pra casa, compra uma gaiola, ração e dá aquele tratamento vip, e é assim com os hamsters, os peixes, e as vezes, até cobras. E aí eu me pergunto: Porquê? Esses animais vivem muito bem, senão melhores, soltos do que presos, sabem se virar, sabem se cuidar, quanto as crianças nas ruas, pedindo alguns centavos, ou um pedaço de pão, deveriam estar numa casa, com comida e tanto amor e carinho quanto um pássaro tem. Mas e daí? Não é da nossa conta mesmo, né? Então nós continuamos a agir naturalmente.

Alguns de nós ainda para pra pensar, ainda fica perplexo com tamanha desigualdade social, com tamanha injustiça, outros nem param pra pensar, e ainda tem os piores, os que pensam, e, mesmo assim, continuam a agir naturalmente.

Aonde esse mundo vai parar, meu Deus, aonde?

sábado, 29 de dezembro de 2007

Só Letras

Sei que estou há tempos sem postar aqui. E sei também que isso é muito chato e que com certeza já perdi muitos leitores. Mas é que entrar de férias é tão bom que eu não paro mais na frente do computador. O que venhamos e convenhamos é muito saudável. Mas sinto falta de escrever aqui, então, estou dando um oi. Não é necessariamente para alguém ler, alguém comentar. Hoje meu post vai ser assim: SÓ LETRAS.

Normalmente venho aqui postar algum conto meu, ou alguma dúvida, revolta, mas hoje, hoje não sei. Hoje não tenho idéia, hoje eu não sou conteúdo, sou letras, assim, do jeito que elas são: só letras. Chego até a pensar em algo que eu esteja sentindo para transcrever, mas a única coisa que sinto no momento é muita cólica. E por falaram em cólica, alguém sabe me dizer porque nós mulheres temos que sofrer tanto? Por causa de nossa ancestral que comeu a maçã? Ou será que a nossa natureza é tão machista quanto nós?

Eu, de verdade, não tenho muito o que escrever hoje, como você (que está perdendo seu tempo hoje aqui) pode perceber. Então fechando o post só vou dizer algumas coisas: 1ª- Parabéns pro meu blogger que fez um mês na última quinta-feira (apesar de ter post apenas para uma semana); 2ª- Feliz natal atrasado para todo mundo, que vocês tenham se divertido muito e ganhado muitos presentes (porque isso importa sim); 3ª- Que 2008 seja melhor que 2007 pelo menos para o meu blogger e que junto com o ano novo, minhas letras deixem de ser só letras e se tornem palavras.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

"O nosso amor a gente inventa pra se distrair"

Lá estava eu ouvindo Cazuza quando me deparei com a questão: será que isso é realmente verdade? (Bom, isso se refere a parte daquela música O nosso amor a gente inventa que fala assim: "o nosso amor a gente inventa pra se distrair e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu..."). Analisando os fatos comecei a lembrar das vezes que eu senti aquele friozinho na barriga, aquela sensação de estar nas nuvens, aquela sensação de estar amando e comecei a perceber que hoje em dia falo "aah, mas eu nao amei ele". Então o que é o amor afinal?

Me dei conta, enfim, que não sei o que é o amor, e que realmente, ele pode ser algo inventado por nós. Mas se nós o inventamos, porque depois de um tempo podemos voltar sentí-lo? E aí surge denovo aquela dúvida: o que é o amor? É algo sentido pela alma, ou pelo corpo? Não sei, ainda pretendo descobrir.

Post rápido, corrido e mal feito, mas ando super sem tempo de postar aqui. Assim que entrar de férias volto a ativa, prometo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Destinos Opostos

"Eles se olharam pela última vez. Estava acabando ali uma história, ou quem sabe, apenas começando. Os dois tinham certeza absoluta que aquele era o amor que eles sempre sonharam em ter, sabiam que podiam encontrar no outro a felicidade que sempre procuraram, sabiam que só o outro poderia fazê-los felizes para sempre. Mas o destino quis separá-los. Quem sabe um dia eles não voltem a se encontrar? Quem sabe um dia a história deles não possa dar certo? Mas é o destino, e ele, ninguém pode contrariar.

Nos primeiros dias, nos primeiros meses, eles ainda lembravam um do outro, lembravam do que passaram e dos sonhs, dos planos, que tinham. Mas aos poucos aquilo foi sendo esquecido, foi sendo mandado lá para o fundo do coração dos dois. Sim, do coração, porque de lá, não iria sair tão cedo, na verdade, não iria sair nunca.

O tempo ia passando e as suas vidas foram mudando completamente, os destinos realmente foram completamente diferentes. Nunca mais se viram, nunca mais se falaram, nunca mais pensaram um no outro. As vezes eles chegavam a passar um pelo outro na rua, mas nem se reconheciam, ou simplesmente não prestavam atenção, estavam ocupados demais pensando nas pessoas que julgavam serem seus amores. Ilusão, pura ilusão.

Amor igual ao que eles haviam sentido um pelo outro, amor, amor mesmo, de verdade, eles nunca mais encontrariam, Eles poderiam não ver, mas eles ainda se amavam, era um sentimento eterno.Um sentimento que eles nunca esqueceriam.

As vezes uma tristeza batia assim, no meio do nada, e eles não sabiam de onde vinha aqeula tristeza, porque ela estava ali. Aquela tristeza era o amor que sentiam um pelo outro, querendo falar mais alto, querendo explodir, querendo viver, querendo encontrar o outro coração também sofrido. Mas não adiantava nada, eles não sabia de onde aquela tristeza vinha e nunca saberiam. Era algo além dos seus pensamentos, estava no coração, e, só no dia qeu eles estivessem cara a cara, olho no olho, que eles poderiam entender o que seus corações queriam dizer. E quem sabe eles não dariam mais uma chance para esse amor? Poderiam ser muito felizes, poderiam casar, construir uma vida juntos.

Mas acontece que esse amor tão certo e tão verdadeiro tinha um destino oposto, um destino diferente, um destino que não iria se encontrar nunca. E por mais qeu eles não soubessem quem era a pessoa estranha que sempre aparecia em seus sonhos, de onde vinha aquela tristeza, o coração deles continuava a viver aquele romance. Os corações viviam de sonhos."

Outro texto escrito por mim mesma.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Banalizar

A banalização é algo que me irrita, sabia? Banalização dos sentimentos, do corpo, das palavras. As pessoas hoje em dia só sabem banalizar. É eu te amo pra todo lado, exibição do corpo e assim a humanidade vai caminhando e virando uma humanidade banal.
É, a humanidade está banal. Hoje em dia, de "n" pessoas que você conhece, você ama "n+1". E eu me pergunto, porque isso? Será que isso veio da carência, da necessidade das pessoas de serem amadas e amarem ou será que o ser humano é assim mesmo: um ser tão maravilhoso e digno de ser amado por tantos? Mas pra mim, isso só acontece porque nós, os seres humanos, somos realmente banais.
Banal segundo o dicionário significa: trivial, vulgar, ordinário, comum. E eu concordo que nós estamos virando tudo isso aí mesmo. Quer coisa mais comum do que o ser humano? Fazemos, assistimos, falamos todos os dias as mesmas coisas e não nos cansamos disso. Nós precisamos mudar, tentar ser diferentes, tentar fazer a diferença. Se não, os próximos serão como a gente: banais.
"Quem ama a todos, não ama ninguém".

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Além da morte

"Morrer é inevitável, mas naquele momento o que ele mais desejava é que a morte pudesse ser uma escolha nossa. Ainda não havia chorado, mas ao ver o caixão, sentiu uma pontada, uma dor tão forte que foi parar numa cama de hospital, talvez até na que ela havia acabado de sair.
Ficou desacordado por alguns dias, sonhando durante todos eles. E quando acordou, não sabia se a sua vida ainda fazia sentido. Começou a ouvir uma voz doce comemorando a sua recuperação, mas não sabia quem era a dona desta. Quando conseguiu abrir bem os olho percebeu que era sua mãe.
-Que susto você nos deu, meu filho, Achávamos que você não sairia desta.
Ainda acordando ele nem respondeu a mãe. Apenas lembrava-se do que tinha acontecido até aquele momento. Lembrou-se finalmente do enterro e do rosto daquela moça que ele nunca havia nem falado na sua vida.
-Meu filho, o que você estava fazendo naquele enterro? Quem era aquela moça? - perguntava a mãe tentando entender o que o teria feito ter tido aquele enfarte.
Continuou calado, apenas lembrando do que havia acontecido: naquele dia ele acordou cedo, colocou uma roupa social, recebeu uma ligação de um colega do trablhao avisando que a reunião só seriamais tarde, quando viu de longe uma flores lindas, comprou-as mesmo sem ter para quem dar. Foi aí que algo começou a guiá-lo até o cemitério, onde viu que estava acontecendo um enterro. Curioso e com um pressentimento foi aproximando-se do caixão e das pessoas, todos choravam muito, e ele, sempre tão sensível, ainda não tinha derramado nem uma lágrima. Quando olhou aquele rosto pálido, aquela boca brana, e aqueles traço tão lindos no rosto daquela estranha, sentiu uma pontada e aí foi parar no hospital.
Passou precisamente oito dias desacordado. Na verdade estava "morto" no hospital e vivo em outro lugar. Onde exatamente ele não sabia, mas ele passou oito dias com aquela mulher a qual ele havia visto morta. Foram os dias mais românticos de sua vida, ou morte, ninguém sabe dizer ao certo.
Quando recebeu alta do hospital resolveu pesquisar sobre a tal moça. Descobriu rapidamente a família, com quem foi falar. Contou aos pais da moça o que havia acontecido e falou a eles que durante seus oito dias desacordado a presença dela estava muito forte. Ela não saiu do lado dele em nenhum segundo e quando o seu coração bata mais fraco, sentia o calor do corpo dela e o coração voltava ao normal. Falou que aquilo podia ser meio estranho,mas ele estava apaixonado pela filha deles.
A mãe só conseguia chorar eo pai tentava pensar de onde ele poderia ter conhecido a sua filha, mas de nada adiantou. Ninguém tinha nenhuma informação para dar a ele. Despediu-se dos dois sem deixar de lembrá-los o quanto a filha deles os amava.
Saindo de lá passou pelo cemitério, levou flores para a sua amada e foi para casa. Chegando em casa a primeira coisa que fez foi dizer a seus pais o quanto os amava e foi se deitar, afinal, o médico havia recomendado muito repouso. Adormeceu, viu aquele lindo olhar, aqueles olhos cor de mel e sentiu-se em paz.
-Vem comigo? A morte não é fácil sem você.
-Eu vou, pois a vida também não é."
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Texto escrito por mim mesma. ahahha
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